Passada quase uma semana do segundo dia do Encontro dos Cineclubes dentro da Jornada de Cinema e apenas hoje conseguimos contar o resumo dos debates.
Se no primeiro dia do Encontro o aquecimento dos debates já previa um segundo dia de muito papo bom, essa previsão se confirmou logo quando nossos convidados tomaram seus lugares a frente da platéia:
Eliezer - grande cineclubista de Marechal Rondon, integrante do movimento que sacudiu o cineclubismo na década de 1980, nos brindou com lembranças de uma experiência de participação de público nas sessões que nos deixam cheios de boa inveja. A participação das comunidades da periferia no movimento cineclubista era algo impressionante. As pessoas participavam das discussões, enchiam os espaços onde eram exibidos os filmes e com muita SOLIDARIEDADE ajudavam outras comunidades nas sessões cineclubistas. "O projetor de 16mm que levavamos de ônibus de uma comunidade pra outra, era utilizado por todos, e tinhamos o maior cuidado com ele".
Tenille e Marcelo (educadores do Projeto Lanterninha) falaram sobre a experiência da maior ação cineclubista hoje do Estado, que está transformando as escolas públicas e grandes núcleos cineclubistas, provocando os alunos a pensarem de forma crítica e a se organizarem para tocarem seus próprios cineclubes. Eles pontuaram sobre a importância do trabalho de "formiguinha" para o desenvolvimento da atividade e nos provocaram a não desanimar, se o público inicialmente não lotar nossas sessões. O Lanterninha realiza diversos Encontro Cineclubistas e a cada dia a União dos Cineclubes está mais próximo desse movimento, virando tudo uma coisa só.
Pronzatto - cineasta e guerrilheiro são caracteristicas que cabem muito bem ao trabalho feito de Carlos Pronzatto. Este "sulamericano" enriqueceu nosso debate com suas experiências de produção de um cinema independente, político e que busca seu público nos mais diversos espaços. Disponibilizou seus filmes para que o movimento cineclubista possa discutir política e movimentos sociais a partir do olhar antropológico e sociológico de quem vê o cinema como uma ferramento de luta por um mundo mais justo.
Kabeça - Henrique Dantas é daqueles cineastas querido por todos. Seu mais recente filme "Filhos de João - Admirável Mundo Novo Baiano" está circulando o Brasil e o mundo participando de festivais e no final do ano estará nos cinemas comerciais. E para trazer essa experiência de se fazer cinema indenpendente e da luta pelo espaço nas salas de cinema, que Henrique foi convidado a dar seu depoimento sobre as dificuldades e desafios de se colocar um filme no circuito sem fazer parte da Globos Filmes ou da Motion Pictures.
Inspirador o depoimento de todos. O debate se enriqueceu com a presença de diversos outros cineastas que participavam da Jornada e que estiveram presente no nosso Encontro dando seus depoimentos, participando dos debates e colocando lá em cima o nível da nossa conversa.
Sem dúvida um ENCONTRO que valeu muito participar!!!!
E quiser ver um vídeo do primeiro dia do encontro acessem: http://www.quintasinquietantes.blogspot.com/
Que venham mais !!!!!!!!!!!
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segunda-feira, 20 de setembro de 2010
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
13-09 - Primeiro Dia do Encontro de Cineclubes na Jornada
Contando com a presença ilustre de Guido Araújo, grande idealizador da JORNADA INTERNACIONAL DE CINEMA DA BAHIA, o primeiro dia do Encontro de Cineclubes dentro da Jornada foi um aquecimento para o grande debate sobre O PÚBLICO, que acontece no segundo dia do Encontro.
Guido falou sobre sua participação no Clube de Cinema da Bahia, organizado por Walter da Silveira entre as décadas de 1950 e 1960. Contou das experiências cineclubistas daquela época e como as sessões lotavam. Um dos motivos de tamanho interesse e participação do público, lembra Guido, era por conta da boa divulgação do jornais impressos que circulavam naquela época e que divulgavam com muito entusiasmo as atividades de exibição audiovisual. Hoje, Guido sente não ter a participação da mídia impressa tão forte quanto antes, nas ações de divulgação dos cineclubes e também sente o baixo número de críticos de cinema que escrevem nos periódicos que circulam atualmente na cidade.
O público presente foi brindado com histórias sobre salas de cinema que lotavam suas sessões e que hoje não existem mais... Além de informações inusitadas, como o fracasso da PELÍCULA 70mm (alguém já ouviu falar nessa bitola??? ... pois ela existiu de verdade!!!) e muitas outras iniciativas.
Guido, lembrou ainda da importância da Jornada de Cinema para o movimento cineclubista brasileiro e para o surgimento de um movimento que iria mudar historicamente os rumos do cineclubismo no nosso estado... Quando Luiz Orlando aproxima-se da Jornada de Cinema e começa a levar os filmes para as periferias da cidade, realizando exibições em 16mm.
Após a fala de Guido e de muitas perguntas do público, que pode matar suas curiosidades, o debate seguiu com a participação de Carminha, que nos contou de sua experiência no movimento cineclubista da década de 1980 e do surgimento da Federação de Cineclubes da Bahia.
Carminha, nos provocou a pensar sobre a MILITÂNCIA IDEOLÓGICA que existia na década de 1980 e de que forma podemos ter jovens mais participativos nos movimentos sociais e culturais nos dias de hoje. Sem dúvida alguma, a experiência apresentada por essa guerreira do movimento cineclubista, só somou e nos provocou por ampliar as discussões sobre O PÚBLICO e as formas de mobilização EM REDE.
Acompanhem nosso blog. Ainda esta semana postaremos fotos e mais novidades sobre esses dois dias do Encontro de Cineclubes na Jornada.
Saudações Cineclubistas
UNIÃO DOS CINECLUBES DA BAHIA
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
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